Marcus Engman é o desenhista chefe da Ikea, empresa Sueca, e a sua função é supervisionar o desenho de novas mobílias e utensílios domésticos, que irá para as casas de milhões de clientes em todo o mundo. Veja, a seguir, algumas previsões dele sobre como será a sua casa em 2020.


Tradicionalmente, nós pensamos numa casa da seguinte maneira: 1 sofá + 1 televisão = 1 sala de estar; 1 cama + 1 armário com gavetas = 1 dormitório, e assim por diante. Todavia, segundo previsões da OMS (Organização Mundial da Saúde), nos próximos anos as pessoas viverão em centros urbanos mais populosos e com menor espaço disponível; consequentemente, as habitações espaçosas irão desaparecer pouco a pouco.


É claro que sempre haverá alguns milionários ou bilionários que terão grandes mansões, porém a grande maioria das pessoas terá que se acostumar com a ideia de viver em espaços cada vez menores.

Engman diz que o sofá, por exemplo, era a peça de mobília mais importante da sala de estar e, consequentemente, da casa. Mas, isto já está mudando, pois o sofá não é mais apenas para atividades sociais; as pessoas agora comem no sofá e, em pequenos apartamentos, elas podem até usa-lo como cama.



Engman também diz que, hoje em dia, nós já vemos pessoas comprarem sofás-camas, ou camas dobráveis, e prevê que a mesa passará a ser a peça mais importante da casa, e terá múltiplos usos, como local para comer, trabalhar, jogar, ler e manter relações sociais. Para isso, as mesas terão que ser redesenhadas.


Outra previsão de Engman é sobre banquinhos. Os banquinhos poderão vir a ser peças importantes, pois, são versáteis; eles podem servir como assento, criado mudo, uma peça em cima da qual se pode subir para alcançar um lugar mais alto. Além disso, os banquinhos podem, quando não estiverem sendo usados, ficar empilhados e ocuparem menos espaço.

Engman ainda prevê que, futuramente, com menos espaço, as pessoas armazenarão menos cosas. Por exemplo, artigos como música, literatura (livros, revistas, etc.), filmes, álbuns de fotografias, etc., serão armazenados nas nuvens eletrônicas. Todavia, artigos de decoração e pessoais, que serão também usados como peças decorativas ficarão à mostra. Portanto as peças de mobília deverão ser feitas de materiais transparentes e deverão ser abertas.

 


Engman diz também que, no futuro, nossas casas serão mais “eletrônicas”, isto é, além de utensílios inteligentes, um dia as pessoas farão download das novas características de utensílios inteligentes e das versões mais recentes de softwares. Teremos mais painéis que serão, na realidade, telas que mostrarão, por exemplo, imagens de quadros decorativos de pintores famosos. Por outro lado, a Ikea fará proximamente em Milão (Itália) uma mostra de uma cozinha conceito no Salone del Mobile.

Outro detalhe citado por Engman é que as pessoas passam a maior parte do seu tempo tocando em telas e que, atualmente, isto é aborrecido. Ele prevê que, no futuro, as pessoas tocarão incríveis novos tecidos e materiais que serão desenvolvidos para fazer contraste com as telas planas de computadores e de dispositivos móveis, que tocamos com as pontas de nossos dedos. Já existem dispositivos que atendem a comandos de voz e, em pouco tempo, não mais teremos que escrever em teclados. Falaremos e os dispositivos escreverão o que dissermos.



Finalmente, podemos resumir as previsões de Engman nos seguintes tópicos:
 

  • Casas fluidas
  • Mobílias que fazem mais
  • Fim da armazenagem
  • Mobília inteligente
  • Peças de mobiliário vendidas e despachadas em embalagens achatadas e que serão modeladas no local onde forem entregues e onde ficarão
  • Personalização
  • Novos tecidos e novas e estranhas sensações

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