Redução no consumo

Lançada pelo Inmetro e pela Eletrobrás, a etiqueta de eficiência energética avaliará o consumo de energia dos prédios públicos, comerciais e de serviços. A ideia é expandir o projeto para edifícios residenciais em 2010.

Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, atualmente os edifícios são responsáveis por 42% da energia consumida em todo o país. Adequar um prédio aos melhores padrões de eficiência energética, hoje, pode até encarecer a construção – em cerca de 5% –, mas a longo prazo um edifício sustentável é benéfico para o meio ambiente e, também, para o bolso do consumidor, que pode chegar a economizar até 50%.

Como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem, com o objetivo de incentivar a adoção de medidas mais sustentáveis nos edifícios do país, o Inmetro e a Eletrobrás lançaram a Etiqueta de Eficiência Energética de Edificações, que avaliará e classificará os prédios públicos, comerciais e de serviços de acordo com seu consumo de energia.

A metodologia usada para a avaliação será a mesma que o Programa já utiliza para os testes de eficiência energética em aparelhos domésticos, como chuveiros elétricos e geladeiras, mas com critérios diferentes. No caso dos edifícios, a etiqueta levará em conta, basicamente, três aspectos: envoltório – em que serão avaliados a fachada e o entorno dos prédios –, sistema de iluminação e condicionamento de ar.

Cada conceito receberá uma classificação entre A, que é o melhor nível de eficiência, e E, que é o pior. Apenas os prédios que receberem classificação A nos três aspectos ganharão o selo Procel Edifica, mas todas as construções avaliadas terão a Etiqueta de Eficiência Energética, que, de acordo com o Inmetro, será de fácil compreensão para o consumidor.

Por enquanto, a avaliação não é obrigatória e pode ser feita, somente, em prédios públicos, comerciais ou de serviços. Mas o objetivo do Inmetro é que, em 2010, os edifícios residenciais sejam incluídos no projeto e que, em mais alguns anos, o cumprimento dos requisitos de eficiência energética sejam obrigatórios para as construções novas e antigas de todo o país.

Fonte: Planeta Sustentavel( http://planetasustentavel.abril.com.br/ )